Um estudo australiano
afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de
usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo
tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma
forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post
estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas
esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é
lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto
musical.
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma
angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e
comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade
de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A
quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações
de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.
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