Desde o dia 06/04 que eu venho me encontrado um tanto triste.
Coisas das mazelas da vida sempre me deixaram para baixo mas com a ajuda do Sol, dos amigos, das bebedeiras e risos sarcasticos eu venho contornado toda a minha frustração e beleza da tristeza.
Mas acontece que tudo veio à tona quando naquela tarde o meu pai me lançou um olhar, desses reprovadores autênticos que só quem é superior a você tem o direito de lançar esse olhar.
De nada pude responder depois disso até o dia em que eu escrevo aqui. Me desabafando depois de a muito tempo nao fazer isso.
Hoje vim com a finalidade de lavar um pouco a alma que escureceu um pouco depois deste dia.
Me sinto cada vez mais pesada, tanto psicologicamente quanto pesarosamente fisicamente rs
é triste mas é a mais pura verdade.
Eu me descuidei um pouco pelo fato de viver me sentindo vazia. Comprei todos os sapatos que desejei e que estiveram ao meu alcance mas nada adiantou.
Comprei todas as roupas em frete grátis que desejei e que estiveram ao meu alcance .. fiquei feliz mas ainda assim continuo a me sentir vazia. Foi dai que eu larguei a minha Reeducaçao alimentar e parti pro lixo de sempre. e claro, com mais exageros pois agora eu estou morando num edificio que tem academia, entao me dou o luxo de malhar a hora que quiser por quanto tempo eu quiser, sendo assim comi muito mais do que a gula me permitiu e como resultado aumentaram-se as larguras de meu corpo.
Me olho no espelho e vejo a merda que fiz comigo mesma mas nao fico tao abalada com isso e isso me deixa desesperada. Desesperada por nao me abalar! era pra eu estar muito mais triste do que ja me encontro pois tudo pode vir a piorar.
Duas pessoas vieram comentar sobre o meu peso, pq eu rapidamente ganho uma massa extra redonda em meu rosto e fico com uma cara de bolacha maria.
Mas voltando à minha tristeza que veio a tona...
O meu objetivo de 2014 era nada mais nada menos que perder a fobia de dirigir.
Eu estava super focada com isso, era a coisa mais importante pra mim neste ano.
Infelizmente com todo infelizmente tem direito eu nao vou poder levar isto adiante visto que o meu pai por ser o dono do carro, responsavel pela gasolina e tudo o que eu tenho praticamente me proibiu de q eu dirigisse apenas lançando aquele olhar sobre mim.
Foi o bastante para que toda a minha insegurança tomasse força sendo que uma vez ela ja estava enfraquecida tao como um moribondo jaz em seu leito.
E eu que de grande fui me tornando tão pequena, tão minuscula.. e só pude responder em forma de lagrimas.
Lágrimas estas que se tornaram tao quentes, amargas, ardidas, pesadas, que desfocaram toda a minha visão me deixando perdida, sem rumo. sem objetivos.
Veio enfrentando varias crises de choros e meus pensamentos inundam- se de terror, eu corro deles, fujo o quanto posso mas inexoravelmente eles aparecem e tomam conta de mim por muitos e muitos momentos.
e com isso a minha estima começa a ser dilacerada. As cores vao perdendo o seu brilho intenso que antes me fazia sorrir com mais plenitude. As coisas vao perdendo a graça. eu fico achando que o amanhã nao mais existirá e com isso vou perdendo a felicidade que vai se tornando cada vez mais distante.
Levo a minha mente para uma estaçao tão longe do meu corpo que eu acabo me sentindo uma retardada para analisar as coisas do mundo Real.
Quem me vê na rua deve imaginar que eu estou sofrendo por 'amor'
mas não. Amor é algo que há muito tempo não venho sofrendo. Alias.. venho sofrendo da falta de sentir amor, mas isso já é outra historia e eu nao to com saco pra descrever sobre.
Eu so queria que o meu pai me apoiasse e acreditasse mais em mim.
e que a minha mãe nao me protegesse tanto porque eu sei que o mundo está cada dia pior.
hoje quando acordei me lembrei de uma professora que havia me perguntado no maternal se eu amava meus pais na mesma intensidade.
e eu acho que deveria ter meus 4 anos...
quando n soube responder com afinco se amava meu pai igual ao amor de minha mãe
disse q amava os dois
mas eu fiquei materlando isso.. será mesmo que eu amava os dois igualmente? e seria algo errado eu responder q amava mais minha mamae do que meu papai?
como isso foi 'voltar' a minha mente eu realmente não sei.
talvez se eu fizesse um trabalho de regressão com certeza viria a me lembrar disso com mais clareza.
Hoje vou fazer uma prova de Fundamentos de enfermagem que eu nao estudei NADA. e nem tenho o livro que a professora pediu para q a prova seja executada por consulta.
Não comprei o livro porque nao quis pedir o dinheiro ao meu pai pq tenho certeza plena que ele iria pensar que eu estivesse mentindo e fosse gastar o dinheiro com esbornia ou qq outra coisa q nao seja o livro.
Ontem fui dormir às 23h o que é extremamente cedo pra mim e ainda estou com sono. Sei que vou tirar uma péssima nota nessa matéria, corro um alto risco de ser reprovada em duas matérias. as materias mais importante do 4 sem.
as vezes queria dormir e so acordar em 2017
as vezes queria que por um sopro eu morresse e deixasse tudo isso aqui de lado
mas a minha mãe ainda é viva. n quero deixar ela aqui. nao gostaria de morrer primeiro do que ela porque sei que é um grande sofrimento.
não sei se tenho condiçoes de fazer essa prova, nao pelo fato de nao ter estudado nada é que eu ainda nao adquiri controle emocional suficiente para conter as lágrimas que tão simplesmente escorrendo de meus olhos. como se eu tivesse abrido as comportas de uma forma sobrehumana.
e meus olhos estao inchados e muito feios.
na verdade eu estou bem feia.
mas nao me importo com isso agora.
longo suspiro.
Irusca Nogueira
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
“Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo o que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e disfrutaria de um bom gelado de chocolate. Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida vestiria simplesmente, jorgar-me-ia de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como também a minha alma. Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saisse. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo das suas pétalas. Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida!… Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas: amo-te, amo-te. Convenceria cada mulher e cada homem de que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens… Aprendi que todos querem viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a rampa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta, com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do pai, tem-no prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, a mim não poderão servir muito, porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer.”
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/a-carta-de-despedida-de-gabriel-garcia-marquez
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/a-carta-de-despedida-de-gabriel-garcia-marquez
quarta-feira, 16 de abril de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Para pensar em como o universo é grande:
Segundo o estudo da Escola de Astronomia e Astrofísica da Austrália, o número de estrelas no universo pode chegar a 70 septilhões (70.000.000.000.000.000.000.000.000)! Esse número é dez vezes maior do que o estimado de grãos de areia na Terra.
Porém, o cálculo das estrelas é feito até onde os mais sofisticados aparelhos (e a luz) conseguem chegar! Ainda pode existir uma quantidade bemmm maior.
Segundo o estudo da Escola de Astronomia e Astrofísica da Austrália, o número de estrelas no universo pode chegar a 70 septilhões (70.000.000.000.000.000.000.000.000)! Esse número é dez vezes maior do que o estimado de grãos de areia na Terra.
Porém, o cálculo das estrelas é feito até onde os mais sofisticados aparelhos (e a luz) conseguem chegar! Ainda pode existir uma quantidade bemmm maior.
terça-feira, 25 de março de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Um enfermeiro chegou e me disse que eu precisava me retirar, que
visitas não eram permitidas, e eu perguntei se ela estava melhorando. O cara disse: ‚Ela ainda está fazendo água.‛ Bênção do deserto, maldição do
oceano.
O que mais? Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me
preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem
nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la, Van Houten. Não
dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho,
mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas.
Espero que a Hazel aceite as dela.
Eu aceito, Augustus.
Eu aceito.
visitas não eram permitidas, e eu perguntei se ela estava melhorando. O cara disse: ‚Ela ainda está fazendo água.‛ Bênção do deserto, maldição do
oceano.
O que mais? Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me
preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem
nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la, Van Houten. Não
dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho,
mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas.
Espero que a Hazel aceite as dela.
Eu aceito, Augustus.
Eu aceito.
Fim
E tanta coisa depende, falei para o Augustus, de um céu azul descortinado
pelos galhos das árvores. Tanta coisa depende do tubo de alimentação
transparente erupcionando das vísceras do garoto de lábios cianóticos.
Tanta coisa depende desse observador do universo.
Só metade consciente, ele olhou para mim e murmurou:
— E você ainda diz que não escreve poesia.
A culpa é das Estrelas
Estou apaixonado por você — ele disse, baixinho.
— Augustus — falei.
— Eu estou — ele disse, me encarando, e pude ver os cantos dos
seus olhos se enrugando. — Estou apaixonado por você e não quero me
negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado
por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o
esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que
haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai
engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou
apaixonado por você.
— Augustus — falei.
— Eu estou — ele disse, me encarando, e pude ver os cantos dos
seus olhos se enrugando. — Estou apaixonado por você e não quero me
negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado
por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o
esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que
haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai
engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou
apaixonado por você.
A culpa é das Estrelas
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
— Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão
fazendo no momento em que as fazem — falei.
O Isaac me lançou um olhar ferino.
— Tá, tem razão. Mas você cumpre a promessa mesmo assim. Amar é
isso. Amar é cumprir a promessa mesmo assim. Você não acredita em
amor verdadeiro?
A Culpa é das Estrelas.
fazendo no momento em que as fazem — falei.
O Isaac me lançou um olhar ferino.
— Tá, tem razão. Mas você cumpre a promessa mesmo assim. Amar é
isso. Amar é cumprir a promessa mesmo assim. Você não acredita em
amor verdadeiro?
A Culpa é das Estrelas.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
”Lutei contra a ditadura, sim! Tomei borrachadas, engoli gás lacrimogênio, corri da cavalaria na Av. São João em direção à Praça Antonio Prado e à Praça da Sé. Participei das perigosas assembleias dos sindicatos, onde milicos escondidos na massa guardavam na memória o rosto dos mais exaltados. Arrisquei o emprego, pichei muro com o slogan “Abaixo a Ditadura”. Distribui panfletos. Morri de medo. Chorei quando anunciaram a devolução do poder ao povo: eu e mais alguns milhões. Hoje, vendo pessoas morrendo em filas de hospitais, bandidos matando por R$ 10, pessoas andando feito zumbi nas ruas por causa das drogas, adolescentes que não sabem quanto é 6 x 8, meninas de 14 anos parindo filhos sem pais, toda a classe política desse país desfilando uma incompetência absurda, a polícia corrompida, o nosso país sendo ridicularizado por tantos escândalos... Eu peço perdão ao Brasil pela porcaria que fiz... Deveria ter ficado em casa.”
(Carta publicada no jornal Diário de São Paulo por Roger Moreira, vocalista do Ultraje à Rigor)
(Carta publicada no jornal Diário de São Paulo por Roger Moreira, vocalista do Ultraje à Rigor)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
AS MARCAS DE BATOM NO BANHEIRO Numa escola pública no centro de Belo Horizonte, estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 15,16,17 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom. Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram. No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho! Moral da história: Há professores e há educadores... Comunicar é sempre um desafio! Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados. Por quê? Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade. Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência. Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença. Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sábado, 28 de dezembro de 2013
O artista tem que ser como os guerreiros. tem de estar determinados e ter energia para conquistar não so novos territorios mas tb eles mesmos e suas fraquezas. Não importa o trabalho que se faz como artista, o mias importante é o estado mental com que voce o realiza. e performance é uma questao de estado mental.
Marina Abramovic
Marina Abramovic
Para Nietzsche a verdade é: “Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são.”
Sintetizando, Nietzsche ao colocar em questão o valor dos valores, procura demonstrar que a pretensa universalidade dos valores da tradição socrático-cristã não passam de uma construção histórica cujos frutos são nocivos à vida. A transvaloração de todos os valores é, finalmente, a coragem de erigir novos e humanos valores, voltados para o florescimento e intensificação da vida humana.
domingo, 22 de dezembro de 2013
"Estamos nos despedindo do grande cinema. Cada vez mais, os filmes são falsos, guiados pelo dinheiro. Cada vez menos encontra-se aquilo que é a essência de uma grande obra de arte: a transcendência, a habilidade de ela mudar sua forma de olhar. Sou de uma época em que cinema era película. O que a luz gravava era eterno, era o retrato de um instante."
Liv Ullmann
sábado, 21 de dezembro de 2013
'Só o acaso pode nos parecer uma mensagem. Aquilo que acontece por necessidade, aquilo que é esperado e se repete cotidianamente é coisa muda apenas. Somente o acaso tem voz. Tenta-se ler no acaso como as ciganas lêem no fundo de uma xícara os desenhos deixados pela borra do café.
O acaso tem seus sortilégios, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se encontrem nele desde o primeiro instante como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis.'
KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Pág 51/52.
O acaso tem seus sortilégios, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se encontrem nele desde o primeiro instante como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis.'
KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Pág 51/52.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu…
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir…
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não.
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu…
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir…
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não.
Vincius Lindo de Moares
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Eu te zoava pela risada que parecia uma tosse e agora me pego, sem querer, rindo igual à você. Comecei também a falar essas tuas gírias bestonas sem perceber, estalar os dedos constantemente, escutar tuas músicas estranhas e perceber o som que o contrabaixo faz, como você me ensinou. Me vi pegando todas as suas manias e notei que tem tanto de você aqui, que nem chego mais a ser eu mesma, sou um pouco de você, um pouco de nós, um pouco de tudo que nos cerca.
Como é engraçado!… Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço. Uma fita dando voltas? Se enrosca, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer lugar onde o faço.E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso… Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Mário Quintana.
É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometa essas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço.
O Pequeno Príncipe.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Manifesto sobre a vida do artista
Marina Abramovic
Marina Abramovic
1 a conduta de vida do artista:
- o artista nunca deve mentir a si próprio ou aos outros
- o artista não deve roubar idéias de outros artistas
- os artistas não devem comprometer seu próprio nome ou comprometer-se com o mercado de arte
- o artista não deve matar outros seres humanos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- o artista nunca deve mentir a si próprio ou aos outros
- o artista não deve roubar idéias de outros artistas
- os artistas não devem comprometer seu próprio nome ou comprometer-se com o mercado de arte
- o artista não deve matar outros seres humanos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
2 a relação entre o artista e sua vida amorosa:
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
3 a relação entre o artista e o erotismo:
- o artista deve ter uma visão erótica do mundo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter uma visão erótica do mundo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
4 a relação entre o artista e o sofrimento:
- o artista deve sofrer
- o sofrimento cria as melhores obras
- o sofrimento traz transformação
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o artista deve sofrer
- o sofrimento cria as melhores obras
- o sofrimento traz transformação
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
5 a relação entre o artista e a depressão:
- o artista nunca deve estar deprimido
- a depressão é uma doença e deve ser curada
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- o artista nunca deve estar deprimido
- a depressão é uma doença e deve ser curada
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
6 a relação entre o artista e o suicídio:
- o suicídio é um crime contra a vida
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o suicídio é um crime contra a vida
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
7 a relação entre o artista e a inspiração:
- os artistas devem procurar a inspiração no seu âmago
- Quanto mais se aprofundarem em seu âmago, mais universais serão
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- os artistas devem procurar a inspiração no seu âmago
- Quanto mais se aprofundarem em seu âmago, mais universais serão
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- o artista é um universo
8 a relação entre o artista e o autocontrole:
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra
9 a relação entre o artista e a transparência:
- o artista deve doar e receber ao mesmo tempo
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- o artista deve doar e receber ao mesmo tempo
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
10 a relação entre o artista e os símbolos:
- o artista cria seus próprios símbolos
- os símbolos são a língua do artista
- e a língua tem que ser traduzida
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- o artista cria seus próprios símbolos
- os símbolos são a língua do artista
- e a língua tem que ser traduzida
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
11 a relação entre o artista e o silêncio:
- o artista deve compreender o silêncio
- o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o artista deve compreender o silêncio
- o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
12 a relação entre o artista e a solidão:
- o artista deve reservar para si longos períodos de solidão
- a solidão é extremamente importante
- Longe de casa
- Longe do ateliê
- Longe da família
- Longe dos amigos
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de cachoeiras
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de vulcões em erupção
- o artista deve passar longos períodos de tempo olhando as corredeiras dos rios
- o artista deve passar longos períodos de tempo contemplando a linha do horizonte onde o oceano e o céu se encontram
- o artista deve passar longos períodos de tempo admirando as estrelas
no céu da noite
- o artista deve reservar para si longos períodos de solidão
- a solidão é extremamente importante
- Longe de casa
- Longe do ateliê
- Longe da família
- Longe dos amigos
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de cachoeiras
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de vulcões em erupção
- o artista deve passar longos períodos de tempo olhando as corredeiras dos rios
- o artista deve passar longos períodos de tempo contemplando a linha do horizonte onde o oceano e o céu se encontram
- o artista deve passar longos períodos de tempo admirando as estrelas
no céu da noite
13 a conduta do artista com relação ao trabalho:
- o artista deve evitar ir para seu ateliê todos os dias
- o artista não deve considerar seu horário de trabalho como o de funcionário de um banco
- o artista deve explorar a vida, e trabalhar apenas quando uma idéia se revela no sonho, ou durante o dia, como uma visão que irrompe como uma surpresa
- o artista não deve se repetir
- o artista não deve produzir em demasia
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar ir para seu ateliê todos os dias
- o artista não deve considerar seu horário de trabalho como o de funcionário de um banco
- o artista deve explorar a vida, e trabalhar apenas quando uma idéia se revela no sonho, ou durante o dia, como uma visão que irrompe como uma surpresa
- o artista não deve se repetir
- o artista não deve produzir em demasia
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
14 as posses do artista:
- os monges budistas entendem que o ideal na vida é possuir nove objetos:
1 roupão para o verão
1 roupão para o inverno
1 par de sapatos
1 pequena tigela para pedir alimentos
1 tela de proteção contra insetos
1 livro de orações
1 guarda-chuva
1 colchonete para dormir
1 par de óculos se necessário
- o artista deve tomar sua própria decisão sobre os objetos pessoais que deve ter
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- os monges budistas entendem que o ideal na vida é possuir nove objetos:
1 roupão para o verão
1 roupão para o inverno
1 par de sapatos
1 pequena tigela para pedir alimentos
1 tela de proteção contra insetos
1 livro de orações
1 guarda-chuva
1 colchonete para dormir
1 par de óculos se necessário
- o artista deve tomar sua própria decisão sobre os objetos pessoais que deve ter
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
15 a lista de amigos do artista:
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
16 os inimigos do artista:
- os inimigos são muito importantes
- o Dalai Lama afirmou que é fácil ter compaixão pelos amigos; porém, muito mais difícil é ter compaixão pelos inimigos
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- os inimigos são muito importantes
- o Dalai Lama afirmou que é fácil ter compaixão pelos amigos; porém, muito mais difícil é ter compaixão pelos inimigos
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
17 a morte e seus diferentes contextos:
- o artista deve ter consciência de sua mortalidade
- Para o artista, como viver é tão importante quanto como morrer
- o artista deve encontrar nos símbolos da sua obra os sinais dos diferentes contextos da morte
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve ter consciência de sua mortalidade
- Para o artista, como viver é tão importante quanto como morrer
- o artista deve encontrar nos símbolos da sua obra os sinais dos diferentes contextos da morte
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
18 o funeral e seus diferentes contextos:
- o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo sua vontade
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo sua vontade
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
“Posso dar um exemplo muito simples: pegue uma porta e abra ela constantemente, sem entrar ou sair. Se você faz isso por três, cinco minutos, isso não é nada. Mas se você faz isso por três horas, essa porta não é mais uma porta, ela é um espaço, o Cosmos, se transforma em outra coisa, é transcendente. Em todas as culturas arcaicas, rituais e cerimônias eram repetidas sempre da mesma forma e existe um tipo de energia que fica alocada nessa repetição que afeta também o público. Isso só se consegue em performances de longa duração.”
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Vocês não sabem o que têm nas mãos
Tocam os seios sem saber que no meio bate um coração,
beijam bocas sem ouvir o que elas têm a dizer,
fixam os olhos sem perceber que por trás há uma mente inquieta.
São milhares de pensamentos e sentimentos que pulsam e se confundem,
vocês deviam fazer mais que apenas assistir.
Tenho pena dos que não se arriscam,
dos que não pulam e gostam do morno,
dos que se conformam com piscinas rasas e vidas rasas também.
Tenho pena dos que vão embora cedo, dos que só viajam até a esquina,
dos que pensam mil vezes antes de falar.
Vocês não sabem o que têm nas mãos.
E perdem amores por apostas,
perdem companhia por desinformação e cumplicidade por medo.
Perdem tempo. O meu e o de vocês.
Todas as cartas de amor que hoje repousam em alguma gaveta velha e as que não foram nem escritas pelo medo da resposta. As rasgadas, queimadas, manchadas de água dos olhos ou caneta ruim. Todos os sentimentos ridículos que só são ridículos pelo tamanho da verdade, pela vontade de dizer sem motivo e mil vezes. Todas as ressacas desnecessárias das noites vazias, que seriam tão facilmente evitadas, que por pouco não são preenchidas de romance e música. Todas as palavras certas da pessoa errada e todas as pessoas erradas que insistem em tentar me fazer feliz quando são incapazes por natureza. Os risos forçados que geram lágrimas no travesseiro, as danças vazias que geram um vazio ainda maior. Os finais de semana que doem o resto dos dias. A mentira que preenche de ar o que devia ser companhia. A amargura que cresce rancor por coisas pequenas e afáveis dos que são capazes da felicidade.
É por isso e talvez por mais algumas coisas que não tem nada aqui dentro. Porque todo o sentimento que faz bem só existe pros outros, pros bonitos, pros inocentes, pros que se deixam levar e são felizes desse jeito. Eu não. Sou artista, sou mentira, sou intensidade. Não consigo aceitar pouco. Tem gente que vive de jogos porque rebaixa o amor à adrenalina, porque acha que o pressuposto dos relacionamentos é sofrer. Eu não sou assim. Não gosto de solidão a dois.
Eu tenho tentado, inutilmente, ser melhor. Me perdi no caminho e não posso voltar ao que era, tampouco posso parar de seguir em frente. Então deve haver uma maneira de evoluir sem perder o direito de sentir. Crescer sem perder a esperança nas pessoas. E aprender isso sozinha é triste: torna todo o resultado inútil.
É por isso e talvez por mais algumas coisas que não tem nada aqui dentro. Porque todo o sentimento que faz bem só existe pros outros, pros bonitos, pros inocentes, pros que se deixam levar e são felizes desse jeito. Eu não. Sou artista, sou mentira, sou intensidade. Não consigo aceitar pouco. Tem gente que vive de jogos porque rebaixa o amor à adrenalina, porque acha que o pressuposto dos relacionamentos é sofrer. Eu não sou assim. Não gosto de solidão a dois.
Eu tenho tentado, inutilmente, ser melhor. Me perdi no caminho e não posso voltar ao que era, tampouco posso parar de seguir em frente. Então deve haver uma maneira de evoluir sem perder o direito de sentir. Crescer sem perder a esperança nas pessoas. E aprender isso sozinha é triste: torna todo o resultado inútil.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
um poema que fizeram pra mim
Iruska
A minha amiga me seduziu
Queimou o meu amor platônico
Esquentou a minha alma
E clareou a minha vida.
Sem nunca ter a visto
Sem nunca ter a tocado
Sem nunca ter a conhecido.
A minha amiga é uma princesa
Conquistou a minha confiança
Ganhou a minha amizade
E agora vive no meu coração.
Sem nunca ter a escutado
Sem nunca ter a abraçado
Sem nunca ter a beijado.
A minha amiga clareou a minha alma
Seu calor me aquece
Sua luz é chamejante
E a sua beleza é infinita.
Sem nunca pedir nada em troca
Sem nunca querer nada em troca
Sem nunca sequer ter me visto também.
Com carinho, pra minha amiga Iruskinha!!!
domingo, 6 de outubro de 2013
Morrerei de um câncer na coluna vertebral
Será numa noite horrível
Clara, quente, perfumada, sensual
Morrerei de um apodrecimento
De certas células pouco conhecidas
Morrerei de uma perna arrancada
Por um rato gigante surgido de um buraco gigante
Morrerei de cem cortes
O céu terá desabado sobre mim
Estilhaçando-se como um vidro espesso
Morrerei de uma explosão de voz
Perfurando minhas orelhas
Morrerei de feridas silenciosas
Inflingidas às duas da madrugada
Por assassinos indecisos e calvos
Morrerei sem perceber
Que morro, morrerei
Sepultado sob as ruínas secas
De mil metros de algodão tombado
Morrerei afogado em óleo de cárter
Espezinhado por imbecis indiferentes
E, logo a seguir, por imbecis diferentes
Morrerei nu, ou vestido com tecido vermelho
Ou costurado num saco com lâminas de barbear
Morrerei, quem sabe, sem me importar
Com o esmalte nos dedos do pé
E com as mãos cheias de lágrimas
E com as mãos cheias de lágrimas
Morrerei quando descolarem
Minhas pálpebras sob um sol raivoso
Quando me disserem lentamente
Maldades ao ouvido
Morrerei de ver torturarem crianças
E homens pasmos e pálidos
Morrerei roído vivo
Por vermes, morrerei com as
Mãos amarradas sob uma cascata
Morrerei queimado num incêndio triste
Morrerei um pouco, muito,
Sem paixão, mas com interesse
E quando tudo tiver acabado
Morrerei.
Boris Vian
Será numa noite horrível
Clara, quente, perfumada, sensual
Morrerei de um apodrecimento
De certas células pouco conhecidas
Morrerei de uma perna arrancada
Por um rato gigante surgido de um buraco gigante
Morrerei de cem cortes
O céu terá desabado sobre mim
Estilhaçando-se como um vidro espesso
Morrerei de uma explosão de voz
Perfurando minhas orelhas
Morrerei de feridas silenciosas
Inflingidas às duas da madrugada
Por assassinos indecisos e calvos
Morrerei sem perceber
Que morro, morrerei
Sepultado sob as ruínas secas
De mil metros de algodão tombado
Morrerei afogado em óleo de cárter
Espezinhado por imbecis indiferentes
E, logo a seguir, por imbecis diferentes
Morrerei nu, ou vestido com tecido vermelho
Ou costurado num saco com lâminas de barbear
Morrerei, quem sabe, sem me importar
Com o esmalte nos dedos do pé
E com as mãos cheias de lágrimas
E com as mãos cheias de lágrimas
Morrerei quando descolarem
Minhas pálpebras sob um sol raivoso
Quando me disserem lentamente
Maldades ao ouvido
Morrerei de ver torturarem crianças
E homens pasmos e pálidos
Morrerei roído vivo
Por vermes, morrerei com as
Mãos amarradas sob uma cascata
Morrerei queimado num incêndio triste
Morrerei um pouco, muito,
Sem paixão, mas com interesse
E quando tudo tiver acabado
Morrerei.
Boris Vian
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
”(…) Eu sou da teoria que precisamos de alguém que já venha inteiro. Porque a pessoa que vem inteira sabe respeitar espaços, a pessoa que se sente completa aceita que você não é igual, e principalmente, a pessoa que aprendeu a totalidade sozinha sabe que dividir algo com você não implica em nenhuma perda para ela. Acredito que a troca no relacionamento só é completa quando cada um é inteiramente proprietário das suas ações. E que não é a metade da laranja que faz você ser completo, mas as lições que você aprende durante sua incompletude. Essas sim serão imprescindíveis e farão você dividir completamente tudo que existe dentro de você.”
(Fernanda Gaona)
"O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção. Deus nos fez para a liberdade. Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência."
(A. Cury)
(A. Cury)
Dois alunos da aula de culinária de certo restaurante, Isabelle e Tom, se encontram por acaso em um dia de funcionamento normal do estabelecimento, sentam juntos por falta de mesas livres, então em meio à conversa:
- Estive pensando – comentou Isabelle, contemplativa, enquanto comia a sobremesa – se não seria uma bobagem criar novas lembranças quando você já sabe que vai perdê-las.
- E mesmo assim aqui está você, fazendo um curso de culinária – observou Tom.
- Bem, ao que parece, não hoje – assinalou Isabelle com ironia.
Tom sorriu.
Os dois continuaram comendo, calados e descontraídos, deliciando-se com a torta de limão cremosa à sua frente.
Depois de algum tempo, Isabelle voltou a falar.
- Estou começando a achar que talvez as lembranças sejam como esta sobremesa. Eu a como e ela se torna parte de mim, independentemente do fato de eu me lembrar dela mais tarde ou não.
- Conheci uma pessoa que dizia alguma parecida com isso – disse Tom.
- É por isso que você parece sempre tão triste? – perguntou Isabelle, e só então notou a expressão no rosto dele. Desculpe. Minha educação está indo embora junto com as minhas lembranças.
Tom balançou a cabeça devagar.
- Não há nenhum problema com a sua educação, e a sua mente é bastante afiada. – Ele soprou a superfície do café e tomou um gole. – Minha mulher. Ela morreu há pouco mais de um ano. Ela também era chef, e sempre dizia isso sobre a comida. Eu tento acreditar, mas era mais fácil quando ela estava viva e preparava a comida.
- Ah... – Isabelle encarou Tom, pensativa. – Então não somos tão diferentes.
- Como assim?
- Nós dois temos um passado ao qual não conseguimos nos agarrar.
- Acho que tem razão.
Tom ficou olhando para ela como quem ainda espera algo mais.
- Eu conheci um escultor – disse Isabelle meneando a cabeça. – Ele dizia que, se você prestasse atenção, podia ver em que parte do corpo cada pessoa carregava a sua alma. Parece loucura, mas, quando você via as esculturas dele, fazia sentido. Acho que o mesmo vale para as pessoas que amamos – explicou ela. – Nosso corpo carrega lembranças dessas pessoas, nos músculos, na pele, nos ossos. Meus filhos estão bem aqui – ela apontou para a curva interna do cotovelo -, onde eu os segurava quando eram bebês. Mesmo que chegue um momento em que eu não saiba mais quem eles são, acho que ainda vou senti-los aqui.
Depois de alguns instantes, ela perguntou a Tom.
- Onde você carrega sua mulher?
Tom olhou para Isabelle com os olhos marejados. Levou a mão direita à lateral do próprio rosto, depois afastou-a e ajustou um pouco a posição.
- Esta é a linha do maxilar dela – disse baixinho, correndo com o indicador esquerdo a meia-lua na base da mão, depois subindo até a curva superior onde a mão e os dedos se encontravam. – E aqui fica a maçã do rosto.
[Escola dos Sabores – Erica Bauermeister]
- Estive pensando – comentou Isabelle, contemplativa, enquanto comia a sobremesa – se não seria uma bobagem criar novas lembranças quando você já sabe que vai perdê-las.
- E mesmo assim aqui está você, fazendo um curso de culinária – observou Tom.
- Bem, ao que parece, não hoje – assinalou Isabelle com ironia.
Tom sorriu.
Os dois continuaram comendo, calados e descontraídos, deliciando-se com a torta de limão cremosa à sua frente.
Depois de algum tempo, Isabelle voltou a falar.
- Estou começando a achar que talvez as lembranças sejam como esta sobremesa. Eu a como e ela se torna parte de mim, independentemente do fato de eu me lembrar dela mais tarde ou não.
- Conheci uma pessoa que dizia alguma parecida com isso – disse Tom.
- É por isso que você parece sempre tão triste? – perguntou Isabelle, e só então notou a expressão no rosto dele. Desculpe. Minha educação está indo embora junto com as minhas lembranças.
Tom balançou a cabeça devagar.
- Não há nenhum problema com a sua educação, e a sua mente é bastante afiada. – Ele soprou a superfície do café e tomou um gole. – Minha mulher. Ela morreu há pouco mais de um ano. Ela também era chef, e sempre dizia isso sobre a comida. Eu tento acreditar, mas era mais fácil quando ela estava viva e preparava a comida.
- Ah... – Isabelle encarou Tom, pensativa. – Então não somos tão diferentes.
- Como assim?
- Nós dois temos um passado ao qual não conseguimos nos agarrar.
- Acho que tem razão.
Tom ficou olhando para ela como quem ainda espera algo mais.
- Eu conheci um escultor – disse Isabelle meneando a cabeça. – Ele dizia que, se você prestasse atenção, podia ver em que parte do corpo cada pessoa carregava a sua alma. Parece loucura, mas, quando você via as esculturas dele, fazia sentido. Acho que o mesmo vale para as pessoas que amamos – explicou ela. – Nosso corpo carrega lembranças dessas pessoas, nos músculos, na pele, nos ossos. Meus filhos estão bem aqui – ela apontou para a curva interna do cotovelo -, onde eu os segurava quando eram bebês. Mesmo que chegue um momento em que eu não saiba mais quem eles são, acho que ainda vou senti-los aqui.
Depois de alguns instantes, ela perguntou a Tom.
- Onde você carrega sua mulher?
Tom olhou para Isabelle com os olhos marejados. Levou a mão direita à lateral do próprio rosto, depois afastou-a e ajustou um pouco a posição.
- Esta é a linha do maxilar dela – disse baixinho, correndo com o indicador esquerdo a meia-lua na base da mão, depois subindo até a curva superior onde a mão e os dedos se encontravam. – E aqui fica a maçã do rosto.
[Escola dos Sabores – Erica Bauermeister]
"Que o passado para ele não existe e que o tempo nunca passa para ele. Por não ter memória, Peter vive tudo como se fosse pela primeira vez, sempre com a mesma idade. Tudo é sempre um grande início, uma aventura inaugural. Mas a verdade é que Peter nunca consegue ganhar experiência, não muda, não se transforma."
(Peter Pan - J.M. Barrie - apresentação de Flávia Lins e Silva)
(Peter Pan - J.M. Barrie - apresentação de Flávia Lins e Silva)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Espero que com o passar do tempo eu esqueça o tempo que passei com vc.
frase do dia: antes só do que mal apaixonado
Qd eu nao tava legal te procurava pra ficar bem, mas se eu n to legal por sua causa, procuro quem?
❝
A pior discussão que tive, foi com seu silêncio.
❝
Tenho frases guardadas, que fiquei de dizer quando houvesse sentido.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Tudo é vibração Você é vibração
Alguém que vibre exatamente na mesma frequência que você é uma twin
flame! Apesar de ser bastante difícil que um homem e uma mulher twin
flames se encontrem no mesmo planeta, tempo e espaço, cada vez mais estes encontros têm acontecido, em função da aceleração da espiritualidade e sincronicidade Permita-se vibrar na frequência da sua essência eterna e divina, e prepare-se para receber na sua vida seu equivalente Tudo é amor, tudo é energia Você é energia Você é amor
“Passei a vida te esperando, entende? Quando eu te escondo o jogo, quando eu te trato mal, é tudo medo, é tudo medo do amor.”
(Cazuza)
“Três regras: não prometa nada quando estiver feliz; não responda nada quando estiver irritada; não decida nada quando estiver triste.”
(Tati Bernardi)
(Cazuza)
“Três regras: não prometa nada quando estiver feliz; não responda nada quando estiver irritada; não decida nada quando estiver triste.”
(Tati Bernardi)
“A vida fica muito mais fácil se a gente sabe onde estão os beijos de que precisamos.”
(Mário Quintana)
- Quer ouvir uma história que mudou a minha vida?
- Sim.
- Era uma vez eu… aí encontrei vc.
- Sim.
- Era uma vez eu… aí encontrei vc.
“Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta”.
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta”.
(Engenheiros do Hawaii)
terça-feira, 11 de junho de 2013
“Maria Clara tinha certeza que os dois não dariam certo.
-E Porque pensava assim? Ela afirmava que os dois eram diferentes.
-Mas não se monta um quebra cabeça com peças iguais.”
(Andy Campos)
Duas pessoas podem ser destinadas a ficarem juntas? Feitas uma para a outra? Almas gêmeas? Seria bom se fosse verdade… que todos temos alguém esperando por nós. Nós esperando por eles. Não sei se acredito.
-E Porque pensava assim? Ela afirmava que os dois eram diferentes.
-Mas não se monta um quebra cabeça com peças iguais.”
(Andy Campos)
Duas pessoas podem ser destinadas a ficarem juntas? Feitas uma para a outra? Almas gêmeas? Seria bom se fosse verdade… que todos temos alguém esperando por nós. Nós esperando por eles. Não sei se acredito.
Talvez eu acredite… nessa coisa de destino. Por que
não acreditar? Sério.. Quem não quer mais romances em suas vidas? Talvez
só dependa de nós fazer acontecer. Apareceremos e sermos o destino do
outro. Pelo menos, desse jeito, você terá certeza… Se foram feitos um
para o outro… ou não.”
(Grey’s Anatomy )
“ Acontece que nem tudo depende da gente. E essa é a grande porcaria.”
(Tati Bernardi)
“Dizem: “Que o tempo muda tudo”. Não é verdade. Fazer
coisas é o que muda algo. Não fazer nada, deixa as coisas do jeito que
eram.”
Se esperar por mim, eu voltarei pra você.
Ainda que eu tenha viajado tão longe,
Sempre guardarei um lugar pra você no meu coração.
Se pensar em mim,
Se sentir minha falta de vez em quando,
Então eu voltarei pra você.
(Tracy Chapman - The Promise)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
“Escolher o dia. Apreciá-lo ao máximo. O dia como ele vem. As
pessoas como elas vêm. O passado, eu acho, me ajudou a apreciar o
presente, e eu não quero estragar nada disso por idealizar um futuro.”
(Audrey Hepburn)
“Virava pra lá e pra cá na cama. Estava impaciente… Até me sentei no escuro. Pensei: Não era uma posição o que eu procurava. Era você.”
(Caio Fernando Abreu)
'todo dia em qualquer lugar eu te encontro mesmo sem estar' cazuza
Você é feliz?
- Quando tô com você, sim.
Eu já sei o que meus olhos vão querer quando eu te encontrar
Impedidos de te ver, vão querer chorar.
Um riso incontido perdido em algum lugar
Felicidade que transborda parece não querer parar.
(Biquini Cavadão - Quando eu te encontrar)
“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram.”
(Audrey Hepburn)
“Virava pra lá e pra cá na cama. Estava impaciente… Até me sentei no escuro. Pensei: Não era uma posição o que eu procurava. Era você.”
(Caio Fernando Abreu)
'todo dia em qualquer lugar eu te encontro mesmo sem estar' cazuza
Você é feliz?
- Quando tô com você, sim.
Eu já sei o que meus olhos vão querer quando eu te encontrar
Impedidos de te ver, vão querer chorar.
Um riso incontido perdido em algum lugar
Felicidade que transborda parece não querer parar.
(Biquini Cavadão - Quando eu te encontrar)
“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram.”
(Tati Bernardi)
segunda-feira, 3 de junho de 2013
“Quando pessoas erradas saem da sua vida, coisas certas acontecem.”
(Caio Fernando Abreu)
“Uma linha invisível conecta os que estão destinados a se encontrar, apesar do tempo, do lugar, apesar das circunstâncias. O fio pode ser apertado ou enrolado, mas nunca rompido.”
(Caio Fernando Abreu)
“Uma linha invisível conecta os que estão destinados a se encontrar, apesar do tempo, do lugar, apesar das circunstâncias. O fio pode ser apertado ou enrolado, mas nunca rompido.”
“Era estranho que ninguém houvesse encontrado uma explicação para isso, mas por vezes a vida era assim, inexplicável.”
(Harlan Coben)segunda-feira, 27 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Como se sente uma mulher
em 22/05/2013 às 10:00 | Artigos e ensaios, Debates, Ladies Room, Mente e atitude, Mulheres, PdH Shots, Relações, Relatos
“Do you know what it feels like for a girl?
Do you know what it feels like in this world?”
Madonna
Aconteceu ontem. Saio do aeroporto. Em uma caminhada de dez metros,
só vejo homens. Taxistas do lado de fora dos carros conversando.
Funcionários com camisetas “posso ajudar?”. Um homem engravatado com sua
malinha e celular na mão. Homens diversos, espalhados por dez metros de
caminho. Ao andar esses dez metros, me sinto como uma gazela passeando
por entre leões. Sou olhada por todos. Medida. Analisada. Meu corpo,
minha bunda, meus peitos, meu cabelo, meu sapato, minha barriga. Estão
todos olhando.Do you know what it feels like in this world?”
Madonna
Aconteceu quando eu tinha treze anos. Praticava um esporte quase todos os dias. Saía do centro de treinamento e andava cerca de duas quadras para o ponto de ônibus, às seis da tarde. Andava pela calçada quase vazia ao lado de uma grande rodovia. Dessas caminhadas, me recordo dos primeiros momentos memoráveis desta violência urbana. Carros que passavam mais devagar do meu lado e, lá de dentro, eu só ouvia uma voz masculina: “gostosa!”. Homens sozinhos que cruzavam a calçada, olhavam para trás e suspiravam: “que delícia.” Eu tinha treze anos. Usava calça comprida, tênis e camiseta.
Agora, multiplique isso por todos os dias da minha vida.
Sei que para homens é difícil entender como isso pode ser violência. Nós mesmas, mulheres, nos acostumamos e deixamos pra lá. Nós nos acostumamos para conseguir viver o dia a dia.
Esses dias, estava sentada na praia vendo o mar, e dele saiu uma moça. Passou por um rapaz que disse algo. Ela só saiu de perto e veio na minha direção. Dei boa noite, ela falou que a água estava uma delícia, e conversamos um pouco. Perguntei se o cara havia lhe falado alguma besteira. Ela disse, “falou, mas a gente tá tão acostumada, né?, começa a ignorar automaticamente”.
O privilégio é invisível. Para o homem, só é possível ver o privilégio se houver empatia. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, todos os homens foram subjugados, violentados, assassinados, podados, controlados. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, só mulheres foram cientistas, físicas, chefes de polícia, matemáticas, astronautas, médicas, advogadas, atrizes, generais. Tente imaginar um mundo onde, por cinco mil anos, nenhum representante do seu gênero esteve em destaque, na televisão, no teatro, no cinema, nas artes. Na escola, você aprende sobre a história feita pelas mulheres, a ciência feita pelas mulheres, o mundo feito pelas mulheres.
No seu texto “Um teto todo seu”, Virgínia Woolf descreve por que seria impossível para uma hipotética irmã de Shakespeare escrever de forma genial como ele. Woolf diz:
“quando lemos sobre uma bruxa sendo queimada, uma mulher possuída por demônios, uma mulher sábia vendendo ervas… acho que estamos olhando para uma escritora perdida, uma poeta anulada.”Desde o início do patriarcado, há cinco mil anos, as mulheres não tiveram liberdade suficiente para serem cientistas ou artistas. Woolf explica:
“liberdade intelectual depende de coisas materiais. … E mulheres foram sempre pobres, não por duzentos anos, somente, mas desde o início dos tempos.”Esse argumento não serve somente para mulheres: negros, pobres e outras minorias não poderiam ser geniais poetas pois, para isso, é necessário liberdade material.
(Para uma análise mais completa, recomendo: “Um teto todo seu” de Virgínia Woolf: A produção intelectual e as condições materiais das mulheres.)
Embora o mundo esteja em processo de mudança, ainda existem menores oportunidades e reconhecimento para mulheres e minorias exercerem qualquer ocupação intelectual. Leitores de uma página do facebook sobre ciências ainda supõem que o autor seja homem e comentaristas de televisão não consideram manifestações culturais que vêm da favela como cultura de verdade.
É verdade: hoje, a vida é muito melhor, principalmente para a mulher ocidental como eu. Mas, mesmo sendo uma mulher livre e bem-sucedida vivendo em uma metrópole ocidental, ainda sinto na pele as consequências destes cinco mil anos de opressão. E, se você quiser ver essa opressão, não precisa ir nos livros de história. É só ligar a televisão:
Rio de Janeiro, 2013. Um casal é sequestrado em uma van. As sequestradoras colocaram um strap-on sujo, fedido de merda e mofo, e estupraram o rapaz. Todas elas, uma a uma, enfiavam aquela pica enorme no cu do moço, sem camisinha e sem lubrificante. A namorada, coitada, tentou fazer algo mas foi presa e levou chutes e socos.
Ao ver esta notícia, você se coloca no lugar da vítima (que sofreu uma das piores violências físicas e psicológicas existentes) ou no lugar de quem assistiu? Naturalmente troquei os gêneros: a violência real aconteceu com uma mulher.
Quantas violências eu sofro só por ser mulher?
Na infância, fui impedida de ser escoteira pois isso não era coisa de menina. Fui estuprada aos oito anos. (Eu e pelo menos dois terços das mulheres que conheço e que você conhece sofreram um estupro e provavelmente não contaram para ninguém.) Sofri a pré-adolescência inteira por não me comportar como moça. Por não ter peitos. Por não ter cabelos longos e lisos. Desde sempre tive minha sexualidade reprimida pela família, pela sociedade, pela mídia. Qualquer coisa que eu pisasse na bola seria motivo para ser chamada de vadia. Num dos primeiros empregos, escutei que mulheres não trabalham tão bem porque são muito emocionais e têm TPM. Em um outro emprego, minha chefe disse que meu cabelo estava feio e pagou salão para eu ir fazer escova e ficar mais apresentável pros clientes. Decidi que não quero ser escrava da depilação e sou olhada diariamente com nojo quando ando de shorts ou blusinha sem mangas. Já usei muita maquiagem, só porque a televisão e os outdoors mostram mulheres maquiadas, e portanto é muito comum nos sentirmos feias de cara limpa. Você, homem, sabe o que é maquiagem? Tem um produto para deixar a pele homogêna, um pra disfarçar olheiras, outro para disfarçar manchas, outro para deixar a bochecha corada, outro para destacar a sobrancelha, outro para destacar os cílios, outro para colorir as pálpebras, outro para colorir os lábios. Quantas vezes você passou tantos produtos na sua cara só porque seu chefe ou seu primeiro encontro vai te achar feio de cara limpa? Quando estou no metrô preciso procurar um cantinho seguro para evitar que alguém fique se roçando em mim. Você faz isso? Quando vou em reuniões de família, me perguntam por que estou tão magra, e o que fiz com o cabelo e quem estou namorando. Para o meu primo, perguntam o que ele está estudando e no que está trabalhando. Na televisão, 90% das propagandas me denigrem. Quase nenhum filme me representa ou passa no teste de Bechdel. Todas as mulheres são mostradas com roupas sexy, mesmo as super heroínas que deveriam estar usando uma roupa confortável para a batalha. As revistas me ensinam que o meu objetivo na cama é agradar o meu homem. Enquanto você, menino, comparava o seu pau com o dos amiguinhos, eu, menina, era ensinada que se masturbar é muito feio e que se eu usar uma saia curta não estou me dando o respeito. Quanto tempo demorei para me desfazer da repressão sexual e virar uma mulher que adora transar? Quanto tempo demorei para me soltar na cama e conseguir gozar, enquanto várias das minhas colegas continuam se preocupando se o parceiro está vendo a celulite ou a dobrinha da cintura e, por isso, não conseguem chegar ao gozo? Quanto tempo demorei para conseguir olhar para um pau e transar de luz acesa? Quantas vezes escutei, no trânsito, um “tinha que ser mulher”? Quantas vezes você fechou alguém e escutou “tinha que ser homem”? Tudo isso para, no fim do dia, ir jantar no restaurante e não receber a conta quando ela foi pedida pois há cinco mil anos sou considerada incapaz. E tudo isso, porra, para escutar que estou exagerando e que não existe mais machismo.
Isso é um resumo muito pequeno do que eu sofro ou corro o risco de sofrer todo dia. Eu, mulher branca, hetero, classe média. A negra sofre mais que eu. A pobre sofre mais que eu. A oriental sofre mais que eu. Mas todas nós sofremos do mesmo mal: nenhum país do mundo trata suas mulheres tão bem quanto seus homens. Nenhum. Nem a Suécia, nem a Holanda, nem a Islândia! Em todo o mundo “civilizado” sofremos violência, temos menos acesso à educação, ao trabalho ou à política.
Em todo o mundo, somos ainda as irmãs de Shakespeare.
* * *
E você, leitor homem? Quando é abordado de forma hostil por um estranho na rua, pensa “por favor, não leve meu celular” ou “por favor, não me estupre”?
Fotos: autorretratos por Claudia Regina.
domingo, 19 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Tem alguns dias que levantar da cama parece a tarefa mais difícil de
ser executada. Hoje eu tô assim… Cansada, sabe? Cansada da minha própria
companhia, dos meus pensamentos que ás vezes pesam muito mais do que a
cabeça aguenta.
Mas o dia chama, a responsabilidade me sacode. E lá vou eu… lavar o rosto e me colocar de pé. Não tem saída, com o tempo a gente acaba aprendendo a suportar as bordoadas que a vida nos dá.
Mas o dia chama, a responsabilidade me sacode. E lá vou eu… lavar o rosto e me colocar de pé. Não tem saída, com o tempo a gente acaba aprendendo a suportar as bordoadas que a vida nos dá.
domingo, 5 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Um estudo australiano
afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de
usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo
tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma
forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post
estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas
esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é
lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto
musical.
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de ‘likes’ e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.
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